diferença igualitária...
uma loucura conjunta para coisas divertidas e impensadas. Uma loucura reprimida, individualmente.Uma loucura bem esquisita, que não precisa de muito para ser loucura.
Uma felicidade bem esquisita que precisa de tão pouco para ser realizada.
E gargalhadas, e muitas gargalhadas!
A divergência de opiniões sobre um mesmo assunto de sempre. A diferença igualitária, nossa! A nossa diferença igualitária.
últimos dias...
As cartas que embaralham-se ao manejar de mãos pouco experientes, misturam-se errôneamente. Ouve-se na sala críticas divertidas à menina sonolenta que lutava contra o sono, pra manter-se alerta ao jogo, que tardava a ganhar ao menos uma partida .Como tantas vezes, por quê aqueles momentos não poderiam ser guardados para serem revividos outrora?
Não haveria mesmo resposta.
Eles se divertiam com a música baixa, com as idéias absurdas,e com essa espectativa e otimismo de descobir o mundo, andar por ele, desvendá-lo. Mas nesse momento, concentravam-se apenas uns nos outros, e nem sabiam que muitas vezes, ainda fariam isso, em um período tão curto de tempo.
A madrugada passava agitadamente, com a euforia extravasada dos três amigos, que tanto apreciavam a presença uníssona dos que ali estavam.
Questionam-se, no seu íntimo como e onde, aquela amizade de pessoas tão diferentes foi formada, e mantêm-se. Como lidam com a divergência constante de idéias e conceitos,e como se unem muito mais com essas diferenças. Uma diferença que os iguala. Uma diferença igualitária.
Passam a madrugada compartilhando sorrisos, bobagens, e essa felicidade que eles esbanjam.
O sono não eles, issopermite que sejam acordados pelo barulho irritante do despertador, e no dia menos aceitável, atrasam-se. O susto, o pânico, pelo horário não honrado. O gelo na barriga , as broncas, as histórias manipuladas.
A vida, com suas emoções essas que eles anseiam, mesmo que sejam assim, tão aflitivas. Pra eles, isso sim, é vida, isso sim é o que eles apreciam .
A noite chega, e aqueles, que, sabe lá por falta do que fazer, vontade de se ver,ou até pelo costume da compania constante, acabam por se encontrar novamente, saem, vão à padaria, voltam, entram em uma brincadeira, se defendem, se unem, e como sempre, planejam vencerem juntos.
Ao tardar da noite, em uma sala iluminada apenas pela claridade transmitida pela luz da televisão, olhares se cruzam, dos casais que ali se encontram, as duas meninas e seus amores, cada um cruzando olhares apaixonados compartilhando sorrisos, carinhos, e susurros, como se o mundo tivesse realmente sido salvo por seus heróis, sabe lá, quais são. E esse sentimento doce de paixão, de cumplicidade, as alegra, e as completa.
Não permitem que o sono os prive das conversas ao vento da madrugada silênciosa e dos murmúrios dos insetos que tranquilizam a noite quente.
Mais uma vez, o sol se põe eles caminham, cantam alto demais, irritam-se comem demais, um pouco mais específicamente, a menina sonolenta, come muito, fica enjoada, e come mais ainda. Tomam sorvete, se divertem, ensaiam e, de uma forma ou de outra, brigam!
E os seus pensamentos misturam-se, e confundem-se, ao se verem sem as constantes proteções ofensivas uns dos outros, e reflexos de nunca mais estarem juntos , nunca mais se entenderem, nunca mais se verem, passam certamente na cabeça deles. E o tudo ao redor perde muito o seu sentido, e os planos tornam-se instáveis e ilógicos. E de repente, vê-se uma diferença separativista tentando roubar todo o contentamento que aquela amizade das duas meninas , e do menino encrenqueiro, se realiza.
Deixam-se levar pela música, dançam seperados, juntos, e ela, a menina, estende a sua mão, para que em, apenas um toque, tudo o que foi dito, pensado cogitado, se vá, tão rapidamente como veio. E a paz torna a cobri-los, com sua assustadora tranquilidade.
Um dia de ausência.
A meia alta, o short azul, e a camiseta que traz consigo um número. Elas estão hiláriamente vestidas para serem animadoras de torcida, Nem elas sabem como aceitaram isso.
Dançam, ouvem gritos, riem e se divertem, mais do que o esperado.
E lá, onde menos esperavam, um lugar lindo, encantador, as convida para estarem novamente lá.
E eu, como narradora dessa história tão pouco detalhada, lhes apresento a melhor parte: A chuva, o sorvete, a árvore da menina sonolenta, a música pra amiga distante, e a praça. Mais, o mais interessante: a chuva:
As gotas batiam em suas peles marcando-os. Suas vozes ecoavam pela pela praça ,e o vento e a chuva, e aquela lavagem emocional, e aquele frio, eles estavam alheios aos pensamentos maldosos dos que não tiveram coragem de apreciar, simplesmente apreciar, a chuva, o vento, os riscos.
E correram, e correram, e coreram.. e gritaram, riram, gargalharam, e amaram aquela chuva forte demais!
Viveram como em um sonho todos aqueles momentos, e o apreciam, sabendo que não voltariam, consolando-se em pensar nos próximos, provavelmente melhores ainda.
Amaram-se, apreciaram-se irresponsavelmente e até sem pensar em dividir esse amor com outros!
Apenas viveram, na prática.
Não só na teoria.
Um beijo aos grandes amigos,
e à amiga distante,
e, também, às tão próximas,
ya-yas, mesmo que não citadas aqui.