Feliz-triste histórico de melhores amigas.

Não sei se conseguiria esquecê-las. Uma foi em outro estado, outra foi neste distrito, outra está em outro país.
Tentei inutilmente, por diversas vezes, apagá-las de mim, tantas vezes quanto tentei, também inutilmente, reatar laços de amizade.
Hoje, com uma boa dose a mais de algum tipo de maturidade, já não condeno, nem abomino como fazia antes, a superficialidade que essas amizades adquiriram. E nem ouso crer, que há profundidade, mesmo que absolutamente intrínseca. Mas me conheço, e sei que meus sentimentos de afeto e fidelidade continuam intactos. Eu ainda seria fiel em qualquer que fosse a situação que a mim fosse recorrida. Porque melhor
amiga não é uma coisa que simplesmente se troque, por mais que o façamos assim. Melhor amiga é melhor amiga porque é a melhor.
Ao avaliar a situação com realismo e sensibilidade sem levar em conta as minhas mágoas ou as minhas frustrações comigo e com os respectivos relacionamentos, percebi que em algum momento, pode ser que não haja mais possibilidade satisfatória de convívio, por divergências constantes de opiniões, gostos, conceitos, e tantos outros aspectos que influenciam uma amizade.
Vejo a amizade como um relacionamento tão fascinante, que mesmo que com esse distanciamento e com a desistência do convívio, a amizade permanece.
É bastante complexo olhar pra trás, e ver que você já não convive com pessoas que você amou mais que a você mesmo. Vejo isto com uma certa melancolia, mesmo que ainda preze pelo afeto que ainda abrigo.
Já afirmei diversas vezes ter superado, esquecido, já não fazer questão, entre algumas outras coisas que prefiro não citar. Mas mesmo dizendo, e tentando, e tentando acreditar.
Eu amo.
Não esqueci.
Faço questão.
Sinto falta.
Ainda estarei aqui, pra me divertir e mesmo que pra me chatear, tantas outras vezes . Porque melhor amiga(o) não passa, mesmo que se passe.



Hoje, tenho uma melhor amiga que pela primeira vez em minha vida, eu sei e percebo que me dedica tanta fidelidade e amor quanto eu certamente dedico a ela.

Não saber. Nada.

Sobre ser.
O que.
Por que.
Como.
E não saber.

Confusão interna de não sentir o chão aos seus pés, e não encontrar o eixo.
Pensamentos. Muitos deles.
Ser, fácil! Saber o que se é, difícil.


Me perco nas minhas mudanças, nos meus conceitos, e sinto falta do calor que nunca tive ao me deitar pra dormir.
Futuro, passado, presente. Vida real ou conjugação verbal?
Sempre tenho vontade de ficar quieta. Estou sempre tão agitada. Sempre mudando tanto. Mudando gostos, cores. Tirando manias, amores, anéis.
Seria isso, ser, ou não saber o que se é?
Contra-mão. No escuro. Sem lanterna. Com medo.
Tenho medo do escuro. Patético.
Me sinto perdida.
E sozinha.
De vez em quando.


Novo ano. Ano novo. Fim de ano. Começo de ano.
Me faz pensar. Nos fins, nos começos, e em tantas outras coisas.
Que de certas formas me assustam.
E de outras formas, me alegram.

Cuide do seu amor.

Cuide do seu amor.

Comprei uma caixinha redonda com sabonetes da Natura. A achei linda quando a vi, vermelha com uma seqüência de corações desenhados consecutivamente, unidos uns aos outros. Com as seguintes frases mais abaixo: O amor é um movimento O amor move a gente A gente move o amor O amor se mexe Atrai e expande O amor mexe com a gente A gente mexe o amor. Até então eu só havia percebido a beleza e o romantismo, a última característica tendo feito com que eu quase me arrependesse de tê-la comprado.


Hoje à tarde, depois de um dia cheio de surpresas boas e de rotinas minhas, a minha irmã me disse:

- Estou exausta. Você não acha estranho passar o dia todo fora? O seu dia é cansativo.

Pensei na verdade que ela havia me dito, e disse simplesmente:

- Eu sei.

Depois de algum tempo em silêncio e algumas conversas amenas, ela comentou:

- A sua vida é divertida, você tem amigos de verdade que te vêem e que você confia, e que estão com você.

Novamente eu pensei na verdade de suas palavras.

- Eu sei. Os amigos são a melhor parte da vida.


Cheguei em casa exausta e ao me preparar pra tomar banho, depois de ter chorado sem saber o motivo, vi que o sabonete tinha acabado. Fui diretamente à caixinha da Natura, a olhando com desgosto pelo romantismo explícito. Peguei o pacotinho e abri. Estava escrito: “ Cuide do seu amor”, no sabonete. Pensei imediatamente no que seria meu amor. Pensei imediatamente nas pessoas que passaram a tarde comigo hoje, e em poucas outras. Foi tão bom abraçar meu irmão grande demais, e encontrar por acaso a minha melhor amiga na rua, enquanto íamos, eu e a minha irmã à costureira experimentar meu vestido de noiva. Foi tão bom não precisar perguntar a ela se ela poderia ir também, pois eu saberia que ela iria e fingiria junto com a gente que o casamento ainda aconteceria, pois ninguém teve coragem de falar a verdade à costureira. Foi tão bom ganhar chocolate do meu irmão que fingiria ser meu noivo, mas estava atrasado. E ficar com eles três na parada, enquanto falava de um desses meus amores, e era imediatamente condenada por isso. É tão bom os encontros e desencontros que acontecem sempre, e saber que hoje não foi a exceção, mas o cotidiano.

“Cuide do seu amor”

Essa mensagem é pra mim, e pra todos nós.

Pra quem se afoga na solidão e se esconde do mundo. Pra quem se mata pra vida e esquece que há amor em pessoas que só querem poder contar conosco.

Cuide do seu amor.

Encontre o seu amor.

Preserve o seu amor.

Cultive o seu amor.

Ame o seu amor.

Pois não há nada melhor que olhar pra si e ver o amor de outras pessoas cuidando de você, mesmo que você esteja sozinho.

O amor é visível. Por de dento e por fora.

In Sensatez.

Há sempre em um relacionamento os que amam, e os que são amados.
Há em algum momento, a inversão de valores, de papéis.
Me viraram de cabeça pra baixo, e eu estou afogada, esperando. Sabendo que vai demorar.
Ser amada demais é irritante, ser amada de menos é frustrante.
Eu realmente ainda sei me virar. Devo estar do lado errado.
Até que ponto vale a pena acreditar? Até que ponto é errado não esperar?
Só os que acreditam conseguem o final feliz.
O fato de eu lutar deve significar que eu ainda acredito. Mas eu sinceramente não me sinto muito orgulhosa de acreditar, de dar sempre o primeiro e o último passo, de guiar. Acho que vou decidir esperar aqui mesmo, alguém que vá pegar a minha mão e falar comigo primeiro. Alguém que eu não vá precisar passar o tempo todo procurando tanta esperança vã em mim.
Eu prefiro chocolate. E queria que ele me fizesse ter outras preferências.
Mas ele não quer. E eu sei disso.
Sejamos realistas, a realidade é uma mentira bem menor que a ilusão.
Acho, apenas acho que é isso que vou fazer: Ficar aqui quieta, desmarcar os planos, e esperar.
Esperar o nada. Pois eu não acredito muito mesmo.

" Tô na lanterna dos afogados,
tô te esperando,
vê se não vai demorar"
Lanterna dos afogados- Paralamas

Nem todos suportam o meu extremismo. Nem mesmo eu, eu que segundo tantos sou tão diferente de todos. Negativamente, positivamente, ainda não sei. Apenas não vejo pessoas como propriedades. Nem os animais eu vejo assim. É apenas um modo de pensar. Consequência das minhas experiências, dos meus traumas, dos meus pontos de vista. Aprendi a odiar o ciúme, e nunca mais o aceitei. Vi que comeprometer-se é muito, muito mais que apenas a nomeclatura de um relacionamento.
Comprometer nem sempre é entrelaçar. Há pessoas a quem seomos fiéis e nem sabemos quem são. Nem sempre a fidelidade que empregamos nos faz feliz, me faz feliz, mas cumpri-la me faz ser uma pessoa muito melhor do que seria se não fosse fiel.
O meus medos estão em mim. E só cabe a mim enfrentá-los. Os sentimentos passam, como tudo na vida. Como a dor, e o amor, e até a morte, a dor que ela traz.
O meu passado me condena e pronto. Não posso mudá-lo. Apenas o futuro.
É necessário aprender com o que se vive, mesmo que isso exija que seja extremista. Espero nunca mais aceitar o ciúme, nem ser propriedade de alguém. Espero sempre decidir o que vou fazer, com quem e onde. Independentemente de quão envolvidade eu esteja com alguém.
Ainda quero ser dona de mim. E das minhas vontades. E não entregá-las, simplesemente. Sempre soube a diferença entre romantizar e dramatizar. É bem necessário saber distinguir.

Tudo depende do ponto de vista.
De com que olhos que você olha.
E o que você quer ver.
Nem é tanto sobre ser.
É sobre enxergar.
E não ver, apenas.
New Moon


Pessoas legais demais.
O melhor filme.
A melhor história.
A melhor pré e estréia que eu poderia imaginar.
Com as melhores pessoas do mundo.
bjo especial:
Tina, Ju, Kamila, Luna Lovegood, Diego Renato, Filipe, Ícaro e pras meninas que eu tive o prazer de conhecer na fila e que como sempre não me lembro o nome.

p.s: na quinta vez, em um mesmo dia, que você assiste ao mesmo filme, todas as suas opiniões já estão mudadas.
-

.


O que ele faz comigo pra eu querê-lo tanto?

Nada.

Essa é a resposta.

Já expressei de forma tão pouco sincera tantas vezes e os tantos motivos que me fazem odiá-lo. Apesar do grande desejo que há em meu coração de citar tais motivos novamente, não os citarei.
Apenas um. Pois no momento não é a minha razão que me impulsiona a escrever, mas os sentimentos que me aproximam dele. E o afastam mais ainda de mim. Ei-lo:

O silêncio.





















Os espaços em branco que ficam entre nós, que se pregam em mim.
Pois nele, no único homem que me torna tão suscetível à tanta raiva, há aquela permanente segurança que o torna tão irresistivelmente misterioso.
Os motivos que me levam a odiá-lo me fazem querê-lo.
E ainda há os motivos que que me fazem apenas querê-lo, que não o condenariam nunca, nem se eu quisesse fazê-lo.
Eu o analisei e o estudei por todo esse tempo. Memorizei os seus gostos, os seus mistérios, nossas pequenas e esporádicas conversas, e o gosto do seu beijo. Me lembro de coisas ridiculamente distantes e pequenas. E acho isso ridículo.

Se eu o quero porque ele não me quer, por que eu ainda o quero?
Quero que ele me queira.
Pra não apenas querê-lo. Tê-lo.

Juro.
Sem dedos cruzados.

Certa vez ele me chamou de tofu.
Não me diga o que fazer.
Muito menos o que não fazer.
Eu não vi as estrelas e nem compreendi a indecisão do meu coração.
Se era sobre o que eu sentia, sobre o que eu não tinha, ou tinha demais.
Há uma distância muito grande entre querer e querer arcar com as consequências do se quer.
E estou parada olhando pro escuro que é o céu.
Enquanto tenho tão pouco do que amo tanto.
E até aceito.
E tento lidar com o conflito de não saber se prefiro não ter nada a ter pouco.
Não suportei o nada.
Mas quando a dor passa é fácil se esquecer de que foi insuportável, quando não se quer a outra opção, e só resta essa.
Então prefiro ter pouco. Essa é a lógica. Não o princípio.
Enfrentar a saudade, a vontade de abraçar e ouvir música bonita, até as odiadas que falam de amores subtendidos é mais fácil quando se vê a felicidade que foi conquistada na sua ausência.
Não participar da felicidade é doloroso, mas apenas observar em um canto é necessário quando se tem algo a aprender. E eu tenho.
Talvez hoje à noite eu veja as estrelas..
Talvez.

Nem tudo é sobre paixão.

Nem tudo é sobre paixão.



Amor não se restringe a relacionamentos amorosos.
Amor é vontade de ver. Saudade. Medo de perder. É olhar pra família e saber que mesmo que com as suas tantas inconveniências, é a eles que você daria o primeiro pedaço do bolo.
Amor é querer viajar pra todos os lugares com quem você gosta. E se arriscar a passar tempo demais com essas pessoas, mesmo sabendo que corre o risco de se odiarem, por conviverem tanto. É saber pra quem quer ligar, mesmo que não queiram te atender. Amor não é retribuição, recompensa. É um sentimento estritamente particular. Amor é ter intenções, segundas, e terceiras. É perder madrugadas, e a paciência. É dizer verdade e calar a boca. Amor é o estado de espírito em que não há paz, nem amenidades. Amor é divertir-se, irritar-se, provocar a si mesmo situações desnecessárias, se não fosse tão necessário amar. É dar-te, tirar-se, perder-se.
É entregar tudo de si, sem ter certeza se vai sobrar alguma coisa. E preferir tirar de si, a não dar pro outro. Amar é resistir ao sono, pra não perder uma madrugada inteira de simplesmente conversar.
É saber onde está o sentimento, e não ter total controle sobre ele. É renunciar. É tentar ser fiel, e sê-lo. É dizer adeus, quando inevitavelmente necessário.
Amar é ter a esperança da felicidade.

Amor é beijar na boca, andar de mãos dadas, ter um colo, sentir paixão. Mas amor não é só isso.
Amor não é só pros amantes.

Bem que eu gostaria de poder expressar livremente e sem preconceitos, os sentimentos que tenho pelos meus amigos, e dizer que os amo, claramente, sem que pensem que os estou assediando.
É uma pena que nem todos tenham essa maturidade.
Me pouparia de tantas restrições desnecessárias.

Aos que não sou censurada de expressar-lhes o meu amor. Deixo um curto recado.
Amo vocês.
p.s: Amizade é pra esse tipo de coisa.
A religião me entitulou.
Eu não gostei.
Me desentitulei da religião.
Ninguém gostou.


Ela não era uma heroína e nem ele simplesmente o príncipe encantado e muito menos ele, apenas o melhor amigo.
A Stephenie escreveu a minha série predileta, mesmo não sendo, ao meu ver, a melhor escritora. Não é a série com a melhor estória, mas é a única sequência de livros, que quantas vezes eu pegar pra ler, eu vou conseguir fazê-lo satisfatóriamente, e me surpreender novamente.
Não tem nenhum colégio bruxo, um mundo fantástico e a imaginação da J.K Rowling, nem é escrito com a perfeição inatingível do Markus Zusak e da Letícia Wierzchowski. Mas tudo se encaixa perfeitamente bem: o romantismo, a escrita, a intensidade sentimental, o detalhismo exagerado e
a forma com que eu consigo compreender a garota mais sem graça do mundo, a Bella. Mesmo que eu odeie e ame a espécie de amor que ela sente pelo Edward. E compreenda perfeitamente o amor que ela sente pelo Jacob.
A Steph escreveu a série que vai me fazer chorar e rir a cada vez que ao menos folhear as págs. de seus livros. Talvez eu ame tanto, por encontrar tanto de mim no texto, no contexto. Pela complexidade sentimental. Gosto mesmo da Bella, e gosto mais a cada vez que leio sobre ela, a garota descoordenada, sem-graça e inconsequente. Era assim que eu a via. Hoje, eu a vejo mais pelo ponto de vista do Edward: a garota corajosa.
Eu admiro as pessoas corajosas. E a Stephenie escreve sobre mulheres corajosas, como a Peregrina, a Melanie, a Bella, a Alice, principalmente essas.
Eu me questionei sobre muitas coisas em relação à série. Eu teria o desejo de me tornar vampira? Eu aceitaria estar com um morto-vivo e ter um melhor amigo que se transforma em um lobo? Eu aceitaria tantas mudanças como parte integrante da minha vida com a facilidade que ela teve?
Achei bastante absurda a frieza da Bella em renunciar a família, a sociedade e querer por vontade e decisão própria entrar no mundo do Edward, o mundo dos mortos. Eu condenei bastante o ponto de vista da Bella. Mas ainda assim a admirei. Porque ela é absolutamente corajosa. E eu sempre quero ter essas corajens, das minhas personagens prediletas. A Manuela me inspirou muito, e eu amei demais, como ela. A Rose me inspirou muito, e eu voltei pro navio, mesmo sem um Jack pra me chamar de boba. Quero que a Bella me inspire, e que eu me permita, algum dia me entregar a tanto amor, mesmo que seja irracional, sem me condenar, como eu faria hoje.

A Stephenie me ensina a cada pág. Mesmo que aparentemente sejam livros bobos sobre vampiros, lobisomens, garotas normais, almas, e sobreviventes.
Fala de um amor que eu compreendo e sinto. E de outro que eu espero viver algum dia. E de tanta sinceridade e fidelidade que seria ficção, mesmo que acontecesse na vida real. Ainda me lembro das lágrimas desde o final do primeiro livro. Da dor pelo Edward. Da saudade do Jake. Do desespero em Amanhecer. Dos pesadelos, e do cheiro. Dos dois. Doce, outro amadeirado, com cheiro de floresta. Um sanguessuga e um vira-lata.

O Jake tinha razão, ela teria se adaptado. Em algum momento teria.
Mas eu li sobre o amor da vida dela, não do amor que ela enfiou dentro de si pra tapar os buracos que o outro havia cavado. Eu li sobre a garota que esperou, sofrendo. Ela foi corajosa demais, por vezes demais.
Nunca vou me esquecer das sensações. E vou senti-las novamente a cada vez que eu reler.

E pra mim, a Stephenie é a melhor.
Pois ela escreveu a melhor série de todas.
E isso basta.


Estréia-filme_ Lua Nova.
20
Releitura da série.

Pela zilhonésima vez.


ouvindo Never Think, trilha sonora Twilight.
Na voz mais linda, do único que faria um Edward tão perfeito com a Steph escreveu e descreveu.
Escrito por uma melhor amiga:

http://k-a-m-i-l-a-chianca.blogspot.com/2009/11/relacionamentos-andam-tao-descartaveis.html

Faço dessas, as minhas palavras.

... Algo sobre uma fôrma redonda e uma quadrada...

p.s: por que tem gente que acha que tem que entender tudo?

Ele era apaixonado quando o conheci. E não acho que seja o tipo de amor que acabe algum dia. Há fantasmas que sempre vão persegui-lo. Todos nós temos os nossos fantasmas. Só que ela era viva pra ele. E ele alimentava esse amor como se colocasse folhas secas na fogueira. O fogo queimava. De frio. Porque era um fogo frio, que deixou marcas. Cicatrizes. Poucas vezes eu vi tanto amor e tanta fidelidade em uma pessoa. Me assustava, me emocionava. Ele a esperou, a idolatrou, lembrou-se dela o tempo todo. Derramou mais lágrimas do que podia. E se pudesse, não haveria jardins, todas as flores estariam em suas mãos, a estariam cercando, como o amor que lha era oferecido. Imagino que eles tenham se amado. Mas sei que ele a amou. Muito mais do que eu tenha visto qualquer pessoa amar alguém. É sobre esse tipo de amor que eu sempre li.

Ele alimentava a dor que sentia com esperanças vãs. E se formou um vazio. Ainda vejo o fantasma. E o vazio. E o amor, que já não sei no que se transformou.

Não é o tipo de amor que eu gostaria de sentir por alguém, mas imagino que isso seja amor, no final das contas. O mais idiota de todos. O que eu não admiro. O que me choca. Os meus sentimentos não me chocam. Os dele me chocaram. E por mais tolo que eu o julgasse eu o admirei, por sobreviver a tanta dor e alimenta-a ainda assim, por ser ela o amor que sentia. E saber que não viveria sem. Sem a dor. Que era o amor.

Ainda há o fantasma, mas os buracos estão perdendo a profundidade. Já não é um abismo tão grande.

Só que esse tipo de amor deixa cicatrizes. Eu ainda vejo feridas abertas. E ele fechou seu coração. E esse é o meu maior medo.

O medo que supera o medo de ele sofrer tanto novamente. É o medo de que ele nunca mais ame. O medo de que ele não permita que a ferida feche, pra ter certeza que ainda há algo do passado que ele tanto amou dentro dele. Mesmo que sangre.

Ele perdeu a esperança em meio a tanta bagunça. E espero que ele não perca tantas outras coisas boas, por seu medo justificado de amar.


Tenha medo de não amar. Porque se não você não encontra o amor, você não encontra o seu coração.


A sua maior grandeza está em sua profundidade. Eu percebi isso desde o início.


Papo de irmã mais velha. Um ponto de vista. Apenas.

Tentativa frustrada de um post.

O brilho da prata cegou meus olhos, e me mortificou. Havia ali, ausência. A ausência de motivos de ambas as partes. Não entendi o que significaria daquilo em nós, e até senti o abismo. O abismo que ele não me deixou cair. Segurou a minha mão e a esquentou. Naquele momento não havia o anel de prata, apenas a fidelidade que desde sempre nos aprisionara.
.
O brilho da prata e o cheiro que eu levei pra casa. O amor que ninguém entende. Uma blusa grande demais. Voldemorts, dracos, karens, vanessas. Uma roupa injustamente julgada indecente. Confissões, notícias. Uma jabuticaba boa demais. Chuva. Passatempo. Coca Zero. Sumiço, saudade. Regime. Um aniversário esquecido. Dois meses de atraso. Um lugar familiar. Momento estranho. Pessoa diferente, familiar. Uma barreira, uma mochila azul de distância. Um irmão mais velho, o melhor, com a garota da garagem. Um gigolô, um noivado fingido. Um susto.
Uma viagem ao Caribe.Um curso. Encerrado. Dezembro de 2007. Outubro de 2009. Verdades. Traumas. Complicações.
Partes de um dia com cheiros de saudade, que eu não consegui escrever. Uma pena.
Amo, mesmo que com vírgula.
Esse é o ponto final.

p.s: foto de um amigo. De uma amizade que acabou tantas vezes em três semanas. E no final das contas não havia acabado por nem um segundo. Talvez algum dia ele esqueça os palavrões. rs.

amigo. meu. que não é meu.

A dor pelos sentimentos errados. Não convencionais.
Por ter colocado o meu coração nos lugares errados. Empregado confiança aonde não havia nada além do vazio. Um vazio que eu enxergava tanta coisa. Abstrato. Irreal. Ilusório.
Se querer é sentir isso, eu não quero. Prefiro não querer.
Deixo o meu rascunho como está e me organizo sozinha. Faço da minha vida a minha bagunça, sem meter ninguém que não queira estar junto.
Queria mesmo não ter orgulho e te implorar pra você continuar aqui. Pra você não ter me deixado. E podermos continuar o nosso relacionamento inominável, que eu chamava de amizade, você chamava de amor, e outros são os outros. Queria ter o seu ombro e o seu cheiro aqui.
E dormir sob os seus carinhos. Não ter a obrigação de sonhar com você, mas olhar pra você quando eu despertasse. E você estar lá. Não como a música do Skank: egoísta, exêntrica. Eu estaria lá pra você também, até o momento que você quisesse. E estive, por tão pouco tempo.

É difícil falar sobre felicidades passadas quando se abriga a dor. Então não falarei sobre a parte boa. Essa fica dentro de mim. Onde eu guardo os cheiros, os tons, os sentimentos materializados em silêncios e pequenas e longas conversas, todos juntos, misturados.
O silêncio disse muito nesse drama.
O silêncio gritou.
Explodiu.


Sobre amigos.
sobre não ser amigo.
Sobre amizade.


O verde do meu brinco que ficou lá.

Chocolate.

Se for pra ser adulta.
Serei.
Não serei.
Serei o que eu quiser. O que me der vontade. O que eu achar certo.
E serei chocolate. Grosso ou fino. Na panela.
Eu quero ser chocolate.
Chocolate gelado.
Chocolate meio amargo.
O meu predileto.
Quero, com o fogo, me moldar à forma, ficar derretida.
E ser firme no frio.
Chocolate porque faz feliz. Faz querer viver.
Faz a dor passar.
Chocolate gostoso. Viciante. Doce.
Chocolate.
Chocolate.
Chocolate.

que não enjoa. que não se esquece.
Paz sem voz não é paz, é medo [O Rappa.]
E vão todos que quiserem ir, sempre gostei desse direito de ir e vir.
O utilizo muito bem, e fui.
Fui de uns, e continuei em outros.
A minha coragem é o que você chama de arrogância.
O seu anonimato é o que eu chamo de medo.
Devo mesmo ter nascido pra queimar na fogueira.
Pela ignorância de tantos, de tantas.


Tudo bem pra mim. Estou bem assim. Melhor pra mim.

Revolta, uma parte dela.

Alguém me disse que mulheres inteligentes são as que aceitam a superioridade masculina, se submetem à ela, e conseguem tudo que querem pelo poder de persuasão e manipulação.
O que também é uma verdade.
Acho que nasci pra ser queimada na fogueira.
O que acho bastante interessante, e inteligente também.
Só que há grandes diferenças entre as duas posturas: O mérito, pessoal e social.
É bem fácil dizer que o mérito em se submeter é a felicidade, o que não sabem é que não há mérito, na submissão você não é sua, você é o que te mandam ser, então não é você conquistando a sua felicidade.
E sim, é verdade que queimar na fogueira é clamar pela infelicidade mas, e quem não consegue ser feliz se submetendo? E quem prefere lutar pelo que acredita, por saber que é verdade?
Sou o que sou por que muitas outras foram queimadas, deixaram de enriquecer a custa de um marido e foram lutar por direitos que hoje são meus.
Se me dizem que eu devo submissão ao meu futuro marido, eu mando se fuder.
É isso aí! S-E - F-U-D-E-R.
Não me considero naturalmente inferior a homem nenhum, nem que eu tenha sido criada pra satisfazer a necessidade masculina.
Sou o quê? Um objeto? Um produto pro uso masculino?
Meu cérebro não é inútil, por isso se fosse pra escolher um cabeça pro relacionamento, haveria critério, democracia. E não é por que um livro sagrado me diz que eu sou submetida ao cabeça da família que eu vou me submeter à asneira de acreditar que sou inferior à mente masculina.
Que por sinal eu acho uma desgraça.
Foram eles que submeteram os negros e as mulheres à condição de inferiores.
Eu não confio nesse tipo de cérebro pra me comandar.
Na verdade em nenhum.
Por que eu confiaria em outro?

Deveria ser crime o que pregam nas igrejas. Isso é discrimação. Isso é inferiorização.
A igreja se mostrou incapaz de governar.
A igreja precisa sim, de interferência jurídica.
Pra ver se pàra de pregar essas asneiras.
E de roubar tanto dinheiro em nome de Deus.
Ainda bem que a justiça se separou da religião. As duas andam uma porcaria.
Mas ainda ando preferindo a justiça.
Lá as pessoas podem pensar.
E lutar.
Ontem eu procurei a lua, e não a encontrei.
Será que estava perdida?
Será que a tinham roubado?
Ou talvez, ela tenha cansado de ser tão observada e resolveu sair um pouco.
Se esconder.
Se omitir.
E pra ser bem sincera, senti falta da lua.
Olhei pro céu e não sabia onde ela estava, e queria saber se só eu não a via.
E se só eu tinha percebido a sua ausência.
Às vezes sinto falta de mim, como da lua ontem.
Quando simplesmente olhei pro céu e ela não estava lá.
Cadê eu?
Cadê o que eu acredito?
Cadê o que eu sou?
Aí procuro direitinho e acabo encontrando e colocando no lugar certo.
Como a lua.
Ela deve aparecer hoje à noite.
E eu vou estar à sua espera pra dizer-lhe que senti a sua falta.
E senti mesmo.

vida, medo, morte.

A gente cresce e perde o medo de morrer.
Essa é a mais pura verdade.
A morte torna-se consequência.
E a vida torna-se a continuidade ritmada de atos e passos.
Sem a menor graça. Sem a menor vida.
Estudamos pra trabalhar.
Trabalhamos pra comer.
Comemos pra sobreviver.
E esquecemos de ser felizes.
Esquecemos de rir da piada.
Esquecemos o som do riso.
Perdemos a prática da felicidade.
Acreditamos em qualquer coisa, e desacreditamos tudo.
Empurramos a vida pra um precipício.
E ficamos bem cansados.
Porque embora a vida seja abstrata, ela é bem pesada.
Tem o peso da felicidade que não conquistamos.
Dos preciosos momentos desperdiçados.
Dos beijos que não demos.
E dos corações que despedaçamos.
Eu sinto isso. E olha que me considero feliz.
Mas ainda carrego o peso da felicidade que não conquistei.
Viver é um ato e uma decisão.
Felicidade só custa um pouquinho:
esquecer as mágoas, perdoar, se contentar.
É melhor ser bem feliz.
A vida pode ficar bem pesada.
E cada um só tem uma.
A vida deve estar dentro de nós, não nas nossa costas, como um fardo.

Estranho mesmo é não mais ter medo da morte. Esse medo sempre me acompanhou,
e de repente me abandonou. E eu sinto falta desse meu medo que sempre esteve aqui, pulsando em mim, me fazendo gostar de viver, só pra não querer morrer.
Mas é como meu pai disse:
" A gente cresce, e as coisas mudam."
Pelo jeito agora, vou ter que me apegar à felicidade, não por medo da morte, mas por amor à vida.
17 anos,
com 7 meses de atraso.
Foi bonito demais.
Amo vocês, e a festinha no shopping.
E bolo na cara de todo mundo.

A lua, o sol, o céu, e a minha Brasília.

O céu anda mais bonito que o de costume,
Só pra me comover, pra me emocionar
A lua, que eu tanto admiro anda
Brilhosa, mais que de costume.
Queria ser uma lua.
Ela é tão bonita, tão peculiar,
Aparece o sol de dia, o sol é bonito.
Mas não se pode olhá-lo, pois cega, nem se expôr a ele.
O sol faz o dia. A noite é a ausência sol, e lua a ilumina. fica uma luz clara, meio branca meio preta.
Ela fica diferente de tempo em tempo, e a coisa mais bonita é olhar pra lua.
Fico emcionada, com a forma como ela se destaca de tudo, na escuridão, na ausência.
Como ela consegue ser mais bonita até que o sol,
ele que é tão imponente.
Gosto da lua, ela é bonita na parte mais escura, ´
ela supera a escuridão, e a ilumina.
E podemos olhá-la. E nos espormos.

Digam o que quiserem,
mas o céu de Brasília é o mais bonito,
e a lua também.
Mas só em BH o sol nasce tantas vezes em um mesmo dia.

Marcas bonitas que a vida deixa, e que ficam.

Eu com meu cabelo curtinho e as coisas mudadas.
muitas coisas mudadas por sinal.
muitas coisas no seu lugar.
muitas coisas no lugar que deveriam estar a muito tempo.
Andei me organizando,
colocando os meus pés no chão.

Faz uma semana.
Que teve um pedido de casamento,
que saiu de mim,
com duas alianças de ouro
de madrugada,
com conexão alienígena,
e um pedido absurdamente ridículo.
Faz uma semana que resolvi ignorar o que pensam
sobre mim,
e sobre as minhas escolhas,
Faz uma semana, um dia e uma madrugada que fiquei noiva.
Da pessoa mais maravilhosa desse mundo.
Da pessoa que nesse meio tempo, descobri que amo demais, e que definitivamente não consigo viver sem.
Fiquei noiva com data marcada pra já não mais ser.
Com data marcada pra ser a mulher do homem que eu amo.
Pra mudar meu nome e dividir a minha vida.
Dar uma variada nas cores. E escolher uma nova decoração.
Uma nova mobília, e uma nova moradia.
Fiquei noiva por que eu queria.
Por que eu quis pedir, e quis que fosse assim.
E tive tanto medo.
Apenas por uma fração de segundo eu tive medo do que eu estava fazendo.
E reconheci esse medo, não o ignorei, esperei passar.
E passou rápido. Tive medo mesmo de me levantar daquele meio-fio sabendo que não seria a mulher que ele aceitaria e amaria o resto da vida dele.
Tive medo da rejeição.
E não fui rejeitada.
Vou usar meu vestido branco no ano que vem.
E usar uma outra aliança dourada,
só que em outra mão.
Com um significado bonito demais.
Marcas bonitas que a vida deixou,
e que por sinal, ficaram:


A minha ginecologista me disse que eu estou stressada.

Só depois que ela falou eu consegui perceber.

Engraçado isso. Eu tava stressada, e de tão stressada não percebia que tava stressada.

Acho que o mesmo acontece com os irresponsáveis, infantis, inconsequentes,

De tanto sê-los não conseguem perceber que são.

Aí dizem que crescer é errado.

Pois bem, continuem assim.

Pois eu vou procurar um psicólogo pra ver se resolvo o meu problema,

enquanto vocês se aprofundam nos seus.

Se bem, que um cineminha e uns beijos na boca já resolveriam!

Não é conclusão minha não! É recomendação médica mesmo.

foto da família que sempre esteve comigo, e que suporta meu stress, e que me stressa bastante.

É o meu stress gostoso, meu stress saudável. O stress que me faz bem, e que eu não abro mão por nada nesse mundo.

E os meus novos caminhos se abrem,
as portas, aquelas em que me perdi, se fecham,
graças ao meu Deus bom.
As minhas portas abertas, e as fechadas, pra não me perder mais.
Bem que diziam:
"Há males que vêm para o bem"
os meus vieram, e me fizeram um bem danado.
Os meus males, pro meu bem.
Acabei percebendo que preciso escrever pra saber o que se passa,
Pra entender o que nem sei que penso.
Pra ver em mim, o que eu sou, e viver isso.

Gostei do Cazuza, ele falou o que queria, e assim pensou,e assim viveu. Escreveu sobre liberdade e amor, e escreveu quando esses o fizeram morrer, ensinando acima de tudo que o limite é fundamental, mesmo que ele não soubesse.
Uma hora a gente leva um susto,
e acorda.
e Deus fala assim:
-lamento que tenha que ter sido desse jeito.
Aí a bola abaixa.
A prepotência esvai-se,
e a única solução é falar:
-Deus faz o teu milagre! Confio em Ti.
E confiar,
e sumir
e ser só Dele daqui pra frente.

Ainda bem, mãe, que você está aqui. Por pior que seja tudo isso.

infinito, esse meu.

Aqui, esse meu infinito.
Encontrando-me nos meus próprios desvios.
Endireitando as minhas coisas.
Infinito grande demais
esse que eu ainda não consegui me perder direitinho.
Esse que eu ainda sinto meus pés no chão,
por mais que não estejam.
Meu infinito bonito que não tem todo mundo
e que me permite a solidão,
que os dias passam sem tem precisar de porquê,
as coisas acontecem,
ou nem acontecem simplesmente.
Quem disse que esse é o melhor lugar?
este sim é, este que se usa em primeira pessoa,
a minha pessoa, como um pronome, como o personagem que ele significa.
Esta que sou eu, dentro de mim, pra mim.
Sem pé no chão, nem nada.
Eu aqui nesse infinito sem nem saber se me perdi
pra começar a me encontrar.
Eu aqui falando pra mim mesma,
o que só eu entendo,
ou pra variar, que nem eu entendo.

~~ o calor aquece minha emoção,
não pelo clima da estação,
mas pelo fogo desta paixão.

Ainda em primeira pessoa.
ai que vontade de me perder no mar e nesse vasto céu.
me perder e não me encontrar mais.
me perder pra ficar perdida e feliz, ali na minha perdição.
me perder só pra ficar perdida, sem
saber nem onde estou

Era o navio dos sonhos para todos os outros.
Para mim, era um navio de escravos
me levando acorrentada de volta à América.
Por fora, eu era tudo o que uma garota bem educada deveria ser.
Por dentro eu estava gritando.




Gosto da
Rose.
Não pela romantização, é bastante trágico,
não é bem o final amoroso que eu desejaria pra mim,
vê-lo afundando, vê-lo indo.
Passei toda a minha infância, tendo aquela esperançazinha que no final ela voltaria pro noivo dela, ele não foi um noivo ruim. Noivado naquela época era aquilo mesmo, acho até que ele a amava demais. Ele engoliu uma série de atitudes reprováveis e suspeitas.
Ele ofereceu a ela um colar pertencido à realeza.
Ele a amava, a idolatrava, independentemente de quão egoísta ele era.
Acho até que o filme o colocou assim, pra focalizar como boa a eloquência, a inconsequência e a instabilidade do Jack.
O que fato é que ela não queria o seu noivo. Ela não queria aquela vida.
Ela não aceitou.
Às vezes, me vejo nela, naquela vontade de gritar,
naquela ingratidão meio infundamentada à vida.
Ela era ingrata, ela tinha até mais do que poderia ter. A sua fortuna, já não mais existia.
E ela tinha um homem que a amava e que daria tudo por ela,
que certamente teria dado.
Ela também foi burra, saindo do navio ela iria passar fome e não teria nem ao menos onde morar.
Mas é bom pensar que ela não pensou nisso.
Que ela foi feliz antes dele partir,
que ela viveu com ele tudo o que ela não teria vivido com mais ninguém, antes de tudo acabar.
Aquela foi a vida dela, e ela não a teria vivido se não tivesse sido burra, inconsequente, ingrata e egoísta.
Gosto da Rose, porque ela fez do errado o certo,
porque ela fez o que eu provavelmente não teria coragem de ter feito,
porque talvez, se eu o tivesse feito, teria aceitado a vida infeliz e sensata que me era oferecida, quando tivesse acabado. E teria me contentado com aquela única parte bonita que a vida me teria oferecido, e eu estaria machucada demais, dolorida demais, sangrando demais, sofrendo demais, pra recusar o conforto que aquele homem ofereceria.
Gosto da Rose, e até queria ter tanta coragem.
Ela tinha a minha idade.
E voltou do bote. Ela ignorou o instinto de sobrevivência,
e acabou sobrevivendo.


hoje eu pedi ajuda.
hoje eu chorei mesmo.
hoje eu só fui o que eu queria ser.
eu fiz barraco por meia hora de atraso,
e acabei sendo atendida meia hora depois.
levei uma injeção doída demais.
esse foi o começo do meu choro.

uma parte legal de um livro que eu to lendo:

"Se fazer fosse tão fácil quanto saber o que é preciso ser feito, as capelas seriam igrejas, e os pobres viveriam em palácios. Qualquer um ensina uma multidão o caminho do bem. Poucos conseguem que uma única dessas pessoas cumpra esse caminho na prática. Há sempre um abismo entre as palavras e os atos, entre o gesto e a graça que lhe faz brilhar. Palavra, palavra, palavras. Estou farta de todas elas [...]"

Ainda bem que eu pedi ajuda.


Ana, tentando evitar um desses abismos aí.

Contraste?

Jorge W. Bush
osama Bin Laden


Explicações:

O Bin Laden é um filho-da-puta causador do assassinato de milhares, milhões de pessoas, com o título de terrorista.

O Bush é um filho-da-puta causador da morte de milhares, milhões de pessoas, com o título de presidente, e agora, ex-presidente.

Ao menos o Bin Laden assume, e até mete as
caras de vez em quando.
Pra quem ainda não entendeu:

Odiei a merda toda que ele
s fizeram.
Odiei a invasão ao Iraque, e odiei a queda do W.T.C.
Poderia ser alguém que eu amo
, a vítima da mente diabólica deles.
E eu acabei por sofrer por a
queles que perderam com essa sujeirada toda.

Foi mais ou menos asssim,lá nos E.U.A:
-Um avião bateu na torre
-Um o quê?

- Um avião bateu em uma das torres, e eu acho
que ela vai cair.
-
É, ela já está caindo.
- E acho que tem mais um avião.
-Caramba vai bater na torr
e que o meu pai trabalha.
- Quem quer bater um avião cheio de gente em um
prédio gigante cheio de gente?
fim do diálogo.

Resposta: Mas é claro que o Bin Laden pensou nisso!
Parece ridículo, né? Imagina se fosse
real pra você!?


Vamos começar a poupar gente inocente?!



















Os soldados lutam,

E sofrem.

Se você pensa que eles não sofrem, que eles não sentem,

Certamente está enganado.

Eles são mais sensíveis à vida do que nós,

Nós, que vivemos na nossa calmaria.

Eles enfrentam a morte todos os dias.

Uma morte fria e dolorosa.

Sem piedade, com fome, e sem morfina.

Eles lidam com o remórço, o medo e o rancor,

Todos, absolutamente todos os dias,

Eles lutam consigo pra mesmos contra o remórço,

Acabam por se acostumarem com a dor,

Com o medo, com a ausência, com as perdas.

Com a morte,

Dos seus amigos,

Com a sua morte,

E com as que eles mesmos causaram..

Com os rostos de quem eles mataram.

Duvido que eles não se lembrem!

Quanta dor aquele barulho deve causar

Quantos traumas a guerra deve causar a eles.

Os seus sonhos se perdem em meio a tantos destroços,

Acabam se perdendo, um por um,

Um de cada vez.

Talvez, eles continuem caminhando

E vendo a sua vida ficando pra trás,

Enquanto eles lutam, por uma causa que nem eles mais acreditam.

Eles lutam por uma causa que não é deles.

Por sonhos que já não são deles.

A essa altura só sonham com o que havia de mais simples em suas vidas.

Quando ainda havia vida.

O café de manhã, e o cheiro de casa,

Ter certeza de que a família que eles deixaram,

Ainda está bem,

E que se manteve e que sobreviveu sem o cuidado deles.

Se as suas mulheres não encontraram outro alguém.

E se ainda há alguma vida deles,

A que eles possam se apegar,

Pra conseguir sobreviver,

Ao menos até onde depender deles.

Sobrevivência não é bem uma escolha em uma guerra.

É mais simples:

Uma hora você tem uma vida,

E a qualquer momento alguém a tira de você.

E é assim que eles vivem,

E eles sabem disso.

_____

E hoje nem é dia do soldado nem nada.

Só acabei ficando triste por pensar em tudo isso.




Tua música em minha vida.

A verdade mesmo, é que quando você canta, o meu mundo pára pra ouvir-te, pra apreciar-te , pra sentir uma saudade sincera de você.

Na verdade, essa é uma das verdades mais complicadas da minha vida, porque acabo tendo que ouvir-te cantar, mesmo que não seja pra mim, ouvir a tua voz, já é sacrifício demais pra manter-me inteira, eu pra mim, e pronto. É esse o meu ponto fraco em você, quando você canta, você me derrete, você me desarma, você me teria a vida toda, se pudesse cantar pra mim, no meu pra sempre.

Porque quando você canta, eu sou tua ouvinte, e o faço com fidelidade.

Nem ao menos questiono-me se haveria outra voz que me causaria tal efeito.

Esse efeito que contraria a minha tão sensata razão. A razão que me obrigou a tantos feitos que nos magoaram, pra um bem futuro.

Pena que a gente não sabe de futuro, né?

Seria um tanto mais fácil.

Bom mesmo, vai ser quando eu puder ouvir-te cantar de novo.

E até ousar fingir que é pra mim.

Aí, sim, vai ser bom de verdade.

Tendo tão linda e suave voz ao meu alcance.

E a tua música em minha vida.


O outro lado de uma história de fidelidade.

Gênesis 22: 1-19

Abraão, a pedido de Deus, levou seu filho Isaque, que tanto amava, ao Monte Moriá, a fim de assassiná-lo, como sacrifício a Deus. Quando o assunto é tocado, fala-se dos sentimentos de tristeza que o pai, Abraão sentiu, do sacrifício, da renúncia, do cumprimento da vontade de Deus. Não se fala do que o menino Isaque sentiu, não se sabe qual é a idade dele, mas é fato que nascemos preparados biologicamente, pra evitarmos a morte, pra sobrevivermos, e vemos que isso começa, no princípio, na disputa que tivemos quando ainda espermatozóides, uma prova de que sempre lutamos pela vida. Não se fala da experiência absurda que ele teve naquele holocausto. Não se fala nas conseqüências psicológicas que aquele menino viveu. Não se foca o assunto no cenário que ele viveu, a fim de ser sacrificado. O relato bíblico, fala que Isaque carregou a lenha do sacrifício, que até então ele imaginava que seria de um carneiro ou de algum animal, e quando ele questinou ao seu pai, ele lhe disse que Deus daria o que fosse preciso, em outras traduções que Deus mandaria o cordeiro. De qualquer forma, Isaque não foi informado de que a sua vida seria tirada, sem o seu consentimento, como sacrifício a Deus. Não é citado se Deus mandou um anjo informá-lo, se ele soube que seria sacrificado, se ele concordou com o seu próprio assassinato, se ele foi reconfortado e/ou anestesiado psicológicamente e fisicamente por Deus. O cenário pré-morte deve ser terrível, deve ser traumático. E se fosse eu ali? E se fosse o meu pai querendo me matar por amor ao seu Deus? Não analizando espiritualmente, o foco espiritual, é o sacrífcio de Abraão, não de Isaque, por que Deus o poupou da morte naquele momento, mas do ponto de vista em que você está amarrado em cima de um monte de lenha, onde, normalmente é usado para matar cruelmente animais. O que você faria se ali, o seu pai estendesse uma faca a fim de te matar? As conseqüências psicológicas de um caso dessse são no mínimo trágicas, o pai dele iria mata-lo. Pronto. Esse seria o fim. A sua vida até então iria acabar. Esse era o final. E ponto.
Não entendo o porquê de ser ignorado no relato da história, fatos tão importantes para a análise, o sofrimento de Isaque no período pré-morte é tão superficial assim? O que ele viveu não merece ser considerado, mesmo que ele tenha sido próspero e feliz? Naquele momento ele só estava prestes a ser assassinado.
Interessante mesmo é, Moisés e tantas outras pessoas, ignorarem esses fatos, ao avaliarem uma história.
Quero mesmo é acreditar que isso tudo passou despercebido pro menino, que não tinha culpa de nada. E que Moisés, apenas esqueceu-se de detalhar tanto, afinal, toda a trama é resumida em:
“ Abraão fez um altar e arrumou lenha em cima dele. Depois amarrou Isaque e o colocou sobre o altar em cima da lenha. Em seguida pegou a faca para mata-lo”.
Sei que faz muito tempo que foi escrito, mas continuo achando que faltam alguns detalhes.
Não é lá muito bonito sair ignorando os sentimentos e a vida das pessoas.

Apenas analisando de acordo com o século XXI, já que é nele que estamos.

E, não pense que eu não entendi a mensagem fantástica sobre sacrifício e fidelidade, é apenas o outro lado dessa mesma história.

http://www.youtube.com/watch?v=PmHtfbo5okk
link de uma música incrível, e que não deve ser ignorada.
ando sem paciência pra alguns tipos de gente,
vou citá-los pra que, de alguma forma haja um entendimento melhor.
1- gente fútil.
2- gente desocupada.
3- gente burra.
4- gente que esquece que a vírgula existe.
5- gente que lê meu blog e não comenta.
(os amo assim mesmo)
6- gente que não respeita a minha vida,
o meu espaço.
7- gente que finje.
8- gente metida à santa.
9- gente que acha que a mulher tem que agir de acordo com os padrões machistas da bíblia.
10- mulher que apanha de homem, e continua com ele.
11- gente que dança mal pra caramba e acha que dança bem.
12- gente que fala mal da minha série amada: crepúsculo.
13- gente chata.
14- gente sem senso de ética.

15- gente que marca, que fala que vai e não vai.
16- gente bitolada.
17- gente que têm testosterona demais.
18- gente sem a menor autenticidade.
19- gente desorganizada.
20- gente atrasada.
21- gente irresponsável.
22- Jorge Bush, que fez a maior merda.
23- gente que faz cara feia.
24- gente mal-humorada.
25- gente pessimista.

coisas que não são gente, e que ando sem paciência:
1- o comércio de produtos da minha série amada.
2- lojas de brinquedo sem varinhas e vassouras.
3- Brasil, que não chega nada aqui.
4- Marisa, que não nos deu a bandeira da Inglaterra.
5- BH, que é lonje demais.
6- pirataria sem qualidade, de dvds que os filmes travam na metade.
Por enquanto é só.
É que ando mesmo sem paciência com gente idiota.
p.s: não se aplica aos que leem e não comentam.
definitivamente não é saudável matar aula de introdução ao direito.

odiei estar tão completa ali.

o verde do meu brinco
que ficou lá.
Procuradoria Geral da República
ningém vai entender nada mesmo.


Estou no Banco. do Brasil.
Não trouxe o meu livro.
A fila está demorando.
A fila ainda vai demorar.
Graças a Deus esse sapato não machuca muito.
A bateria do mp4 acabou.
Antes de eu começar a ouvir.
É a minha primeira vez sozinha em um banco.
Vou pagar mais de dez reais por um dia de atraso.
Tem um comprimido gigante entalado na minha garganta desde ontem.
Meus pés começaram a doer.
Minha tia está me esperando no 1º andar do bloco "A", eu estou no 1º andar do "B".
Vou ter que subir pro 3º, atravessar a passarela, passar pro bloco "A", e descer pro primeiro andar.Sala 108.
Tem dois caras atrás de mim, tentando ler o que eu estou escrevendo.
A cólica está me matando.
A minha bolsa está pesada.
Estou com calor.
E com mais sono ainda.
A comida daqui é ótima, quem dirá a sobremesa.
Estou com um crachá escrito; visitante nº 065 Restaurante. O que me lembra tanto tropa de elite, como Roriz.
Estou sentindo o comprimido encalhado na minha garganta,
Preciso de um guincho.
E de uma cadeira.
O Gu foi me ver hoje.
O telefone da atendente da área reservada, tem o mesmo toque que o meu, e toca o tempo todo.
Só tem um caixa.
A faculdade me colocou na turma "B".
Eu não tinha assinado a lista.
Eu vi um cara lindo hoje.
Selecionei as folhas menos lindas pra escrever.
Faltei a minha primeira aula na faculdade.
E recorri pra ir pra turma "A".
Droga! que fila demorada.
Minha tia me ligou.
A letra do meu crachá é rosa.
Estou sentada no chão.
Poderia ter sentado antes!
Arrastei meu sapato roxo no carpete.
O chão aqui, é forrado com carpete azul.
Só falta mais um na fila.
A minha blusa é da sessão infantil.
"Use o débito, você não paga nada por isso"
Esse anel do dedão atrapalha escrever.
Sou quase a próxima.
Levantei-me do chão.
O cara que está na minha frente, lê um livro infantil antigo.
" Por quê, logo hoje não trouxe meus livros?
por que ontem arrumei o quarto e decidi priorizar os estudos.'
Sou a próxima.
", os livros pesam."
Mas as bolsas ficam pesadas de qualquer jeito.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 Ele está pagando, com notas de 100 e 50.
Coisas de IPVA.
O atendente espirrou e pegou moedas.
bibibibibirirbii-> som da máquina que cospe papel.
Minha vez!
Pagando pela primeira vez, uma conta. A segunda da facul.
O nome dele é Danilo.
Gravata azul.
Notas de 100 e 50.
Vou ganhar moedas. 3 delas.
Não precisei mostrar documentos.
Devo ganhar papel, ele ficou com a metade do meu.
pronto.
Acabou.
Lá vou eu, novamente pro terceiro andar.

A fila, o texto, e o banco.
Se bem que foi legal.
E tem até papel de lembrança pra Kamila.

Palestra:
Lei Maria da Penha.

sobre a vida e a sua beleza oculta

Beleza essa que de tão oculta passa despercebida às vezes.
passa sem que percebamos,
e às vezes também, acabamos não acreditando que ela existe!
Quando se chega a esse ponto
inicia-se o fim,
o fim da liberdade
o fim da paz,
o fim da vida
o começo da morte, de uma morte em vida,
passa-se a ter uma vida que não se é governável,
uma vida que por si só traça caminhos,
caminhos traiçoeiros esses!
Caminhos que já não respeitam a razão, que já não se traçam junto à esperança.
A vida é bonita, de uma beleza simples,
não me refiro àquela beleza extravagante, forçada, comprada,
me refiro à beleza natural, aquela que não pode ser comprada,
como um cachorrinho balançando o seu rabinho, ameaçando me lamber até às gargalhadas, sal?
ou àquele pôr-do-sol dentro do ônibus lotado que dura só uns segundos pq tem prédios demais,
e tantas outras coisas tão idiotamente felizes.
Eu quero mesmo é que a vida seja bonita pra todo mundo,
quando mais àquelas pessoas que realmente merecem que assim seja.
Àquelas que precisam dessa felicidade e encontram-se perdidas em caminhos que as afastam dela.
Não sei bem falar sobre vida e felicidade,
é tão pessoal,
é tão íntimo
é tão complexo.
Assunto esse que todos devemos pensar, a felicidade é essencial, a vida é essencial.
Sentir-se bem é essencial!
Sentir-se amado é essencial!
Sentir-se, apenas sentir-se, sem as pontadas constantes de dor da infelicidade, é essencial.
Isso é viver.
É assim a vida, temos as nossas obrigações com a nossas metas, cada meta com seu peso, com seu fardo.
Só que infelizmente tem coisas que só podemos fazer por nós mesmos, sozinhos.
O próximo pouco ou nada, pode ajudar.
Apoio e amor é essencial.
Tem gente que tem demais, tem gente que tem de menos, e dá demais.
Vamos partilhar o amor, assim o amor permanece, multiplica-se, expande-se.
Vamos nos empenhar na felicidade, ás vezes falta tão pouco pra que ela seja alcançada por nós.
E que prestemos atenção às pequenas coisas, àquelas ocultas demais, àquelas que não podem ser manipuladas.

Nosso distante primeiro amor

Lembrar-me-ei de você, pela parte boa. Por aquele olhar doce que me era dirigido. Pela forma que você me recebia em seus braços e me girava. Ali, em seus braços era como se houvesse uma linha imaginária que me isolava do mundo, que nos isolava do mundo. Éramos inatingíveis, éramos só eu e você e o nosso amor exagerado.
E a nossa intensidade exagerada.
As nossas cartas infundamentadas, pois não havia distância, não havia separação.
Não haveria separação.
Não haveriam despedidas.
O amor quando intensifica-se ilimitadamente, cega, perde o seu rumo, corre por caminhos maléficos, corre como um veneno, causando dor, anestesiando, corroendo.
Distorce os sentidos e os reflexos.
Fomos cegados, mortificados pelo exagero. pelo nosso amor particularmente exagerado.
Ultrapassamos nossos limites e as nossas barreiras, invadimo-nos.
E foi aquele amor que a calmaria não alcançou, que permaneceu em tempestade. Foi um amor, que de tanto amor causou dor.
A saudade causada por algumas poucas horas latejava.
E tivemos aquelas nossas horas deliciosas. E vivemos um para o outro o tempo todo.
Fora bom, não imagino quão tedioso deve ser não poder recordar-se de um amor que supera os limites da racionalidade.
Que quase supera os limites da sanidade.
Eu realmente sentia meu coração, não havia amenidade. O amor nunca era só amor, ele entrelaçava-se com sentimentos dramaticamente desconexos entre si.
Tornava-se insuportável senti-lo.
Foi insuportável vivê-lo.
Essas minhas recordações não são de todo tristes, a dor é uma consequência do amor, e valeu à pena senti-la.
Pois às vezes o meio termo por mais saudável que seja, pode não ser gratificante.
Pode não bastar. Não completar-me.

Nosso tão distante primeiro amor
Boa sorte pra mim, amanhã.
e que a minha capa da invisibilidade funcione!
por quê, crente não pára de usar Deus como argumento e pretexto pra tudo?
se tem uma coisa que odeio é alienação.
Deus é tão mais inteligente!
sensação esquisita essa,
essa de que falta um abraço,
essa de ausência de outro e
presença de mim.
essa de vontade de ser beijada
e vontade de ser aquecida por outra pessoa.
esse pedaço que eu tento suprir,
e que não consigo.
essa sensação de estar só,
ter que caminhar só,
ter que resolver só.
essa coisa estranha de não ter alguém.
a falta de sentido pro romantismo,
a falta do gelo na barriga,
dos olhares tímidamente desviados
e dos olhares fixionados um no outro.
a ausência de entrelaçar as mãos
e de chorar no colo.
a vontade de cumplicidade e de carinhos.
sensação esquisita
de falta, de ausência,
de vazio.
e também, a sensação estranhamente reconfortante
de ser, simplesmente ser,
de liberdade demais,
de encontrar-me,
de descobrir-me,
de acolher-me
de eu cuidar de mim,
de eu estar pra mim.
sensação esquisita essa, de ser
eu só pra mim.
sem precisar dividir muito.
rs.


parte da música:
lonje do meu domínio,
você vai de mal a pior,
vem que eu te ensino como ser bem melhor..




para minha-mãe-amorosa-briguenta-perfeita-consumista.







Deus é muito bom, quando permite que alguém, tenha em seu crescimento uma mãe, seja mãe-avó, mãe-tia, mão-pai. Sinto-me inexplicavelmente não-merecedora de ter uma mãe como a minha, que no meu conceito, supera o conceito formal de mãe.
A que cuida,
a que ama,
a que protege,
a que mantém,
a que alimenta,
a que renuncia.
Ela fez tanto mais.
Recordo-me dos quilos de batata frita com catchup, a comédia-romântica legendada, em algumas madrugadas de uns 13, 12 anos atrás.
E dos meus choros, e lástimas, e críticas muitas vezes infundamentadas.
Lembro-me de ter recebido mais amor, mais dedicação, mais afeto do que qualquer pessoa mereça.
Você, mãe, superou os limites da obrigação de mãe,
você se superou a cada crise emocional minha,
você se superou, mãe, ao me ouvir dizer que não quero levar esse "tipo de vida", que vive pra cuidar da casa, dos filhos,
E você, mãe, renunciou a sua vida, pra viver a nossa.
Como renunciou tanto de você pra nos oferecer gratuitamente.
Haveria, em algum momento, tanto amor, tanta força, tanta coragem, pra eu renunciar a minha vida, os meus planos, os meus projetos, pra viver pra minha família?
e lhe digo sinceramente,
que te considero a pessoa mais corajosa do mundo.
Por ter renunciado os seus sonhos, pelos meus.
Pelos nossos.
Por ter cozinhado por tanto tempo, mesmo odiando fazer isso..
Por ter recebido tão pouco de mim,
e ter continuado dando tanto.
Mãe, você é meu exemplo de renúncia!
Você é meu exemplo de uma pessoa que se orgulha de si mesma pelas suas escolhas,
por mais que outras pessoas as considerem ridículas.
Você nos manteve fortes até aqui. Uma força que veio de você.
Você não precisa ser mais nada, mãe, você é tudo.
É melhor do que alguém possa tentar ser.

E, você, minha mãe consumista que tem de tudo demasiadamente,
Sabe que é bastante complicado te dar presentes,
e eu não teria pensado no despertador que fala,
que dou de presente um pouquinho do que está no meu coração,
ao escrever tão poucas palavras.
Que nem sei se você irá ler, por displicência minha.

Que bom, que você sempre esteve aqui comigo.

Ana.


e se não for pra eu ser sua?
Aí, com essas consequências eu posso arcar,
com as de não ter arriscado.
Já não posso arcar com as consequências de mais um coração dilacerado
pela minha própria inconsequência emocional.
Arriscar a minha própria felicidade, é aceitável, emocionante,
é como ter meu coração em minhas mãos e colocá-lo onde eu bem desejar,
desprezando ou não as condições do lugar onde ele foi colocado.
Já, pegar o coração dos outros, e colocar em um lugar, ignorando as condições e as consequências não é de modo nenhum aceitável, razoável e até honrável.
Referindo-me também, ao meu coração sobre um lugar desapropriado.
Não me permito, permitir que um coração encontre em mim, abrigo, sem que eu seja um lugar seguro.
Não quero ofuscar a luz alheia em minha bolha escura.
A luz pode não mais, brilhar.
A luz pode não resistir.
Até que ponto, poderei eu, suportar lidar com o que sobra das pessoas, e fica!?
Com o que eu destruo nas pessoas e fica!?
Será que vou ter que começar a organizar por ordem alfabética,
pra parecer mais aceitável?
pra que eu possa lidar com todos esses cadáveres,
com todos esses restos de corações, que um dia já pulsaram?



Como diz o meu querido Robert Pattinson...
Salve a sua alma, antes que seja tarde demais,
antes que nada possa ser feito.

E que a cumplicidade de compartilhar corações,
seja recíproca em sentimentos,
em intensidade,
e em atitudes.
eu sou a bolha escura
que ofusca a luz
frase de uma conversa sincera demais.

Ya-ya Du

A vida às vezes deixa a gente disperso, com as coisas que realmente importam, como o pedido de desculpas para a minha prima que já tinha sido tão adiado.
Ela, a minha melhor amiga. A que sabe todos, absolutamente todos os meus segredos, confidências, e até sentimentos que eu, na maioria das vezes escondo, omito.
Ela, minha melhor-prima-irmã-de-novo-melhor-amiga Sarah Jéssica Carvalho Andrade de Brito, que tem esse nome grande demais. E que me lembro dela em cada parte da minha infância.
Ela, minha querida priminha que tá crescidinha, e que continua esbanjando tanta sinceridade e tanta alegria que assusta!
Mas quando eu falo da alegria dela, não é a alegria que a gente cita quando precisa elogiar alguém.
É aquela alegria, que quando a gente ta triste por uma coisa idiota, e ela tem todos os motivos pra estar triste com a gente, ela aparece com aquele sorriso maravilhoso dela, e aquelas composições loucas que ela chega cantando alto demais, e acaba contagiando o mundo com a sua alegria exagerada!
A Sarinha que é meu exemplo, que é a minha irmã, é a menina que eu amo!
É a minha prima que eu tenho orgulho de dizer pra todo mundo que é a minha melhor amiga, melhor prima, melhor pessoa.
Quero mesmo aprender, e nunca mais demorar tanto pra pedir desculpas a alguém que eu amo, e que preciso.
Só espero que ela saiba que eu a amo e pronto.
Mesmo falando mal do cachorro lindo dela.
E, odiando os ex-namorados dela.
E, a ofendendo com a minha intempestuosidade.
E, que ela saiba que quero mesmo mudar tudo isso, pra ser melhor pra ela.
Por que ela é boa demais pra mim,
É a prima que qualquer pessoa pediria pra Deus.
E eu nem precisei pedir, ela sempre esteve aqui.
Já que ela não lê meu blog, vou ter que dar um jeito e começar a expressar meus sentimentos bagunçados e meio empoeirados, verbalmente e com as minhas atitudes.
Espero que dê certo.


Bjo especial pro tio Moisa, meu amigo Zé, e o querido Rodrigo,
que vieram aqui pra Brasília pra nos encantar e compartilhar a vida deles conosco.
Uma vida meio diferente demais.
Aqui em Brasília, acabei entrando no meio-termo, que gosto muito,
mas é bom saber que ainda existe gente-crente de verdade, e nas atitudes.

Aos meus the best.
Léo e Kamila, que lhes ofereço um amor imensurável.
Ya-yas, que são e pronto!
E tantos outros que acabo dedicando amor demais, que nunca é demais.
Vamo pro Acre?
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Pescar mexilhões!
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Hoje.De barco.:D
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Ok.Você tem alguns tripulantes?
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Isso.Eu tenho aqui um Telletubie e dois ets do Toy Story.:DEstamos prontas pra pescar mexilhões no Acre!
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Ah não!Põe o Carlisle aí no meio também!!
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AUSHDIAUSHDIASUHQuanta lezeira.
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hdiausdhiaushdiasuhdauihdauhdauidhaSeria sexy, hein?
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Eu também não tenho mta noção do que se trata.





marcas bonitas que a vida deixa


As pessoas vão...
ficam..
continuam...
permanecem...
mas o que marca mesmo é quando as pessoas vão...
eu sei disso...
e olha que perdi muito pouca gente nessa vida.
Mas quero amá-las
não quero ter perdido a última oportunidade de ter dito "eu te amo"
Como eu disse pra um amigo meu que tá tentando virar uma chaminé, de tanta fumaça:
"vamos deixar que as destruições naturais da vida venham, já não basta que tenhamos que arcar com as consequências da nossa própria irresponsabilidade ambiental, pra quê, almejar e conduzir-se à essa destruição precocemente?"

E que não matemos nossos sentimentos,
nossas oportunidades,
a nossa vida,
e a vida dos outros.
E que o vestibular não deixe ninguém tão ansioso como eu estou.

Pq a vida é agora.
Definitivamente não sei o que eu vou fazer da minha vida!

E sou covarde o suficiente pra não me permitir relaxar e deixá-la seguir seu rumo,
ou tentar ouvir alguma coisa, alguma voz, da vida, ou que venha de mim mesma
e que me diga alguma coisa,
que me dê algum rumo
ou, alguma pista.
Mas, quer saber?
Não me interessam muito as pistas, sei bem que de nada me serviriam,
ou eu as interpretaria errado, ou simplesmente trataria de corrompê-las com esse meu desvio de objetivos e raciocínios. Queria ao menos 6 menos pra curtir meu cinema semanal, faltar meus ballets, curtir minhas tardes dentro do quarto assitindo demais alguma coisa, e meus livros, ah, sim! Meus livros, tardes e noites consecutivas deles!
Ou encontrar aquele que me colocaria em seu castelo, e trataria apenas de me fazer a mulher mais feliz do mundo, com seu cavalo, sua ilha, e nosso amor, acima de td nosso amor!
No final das contas era isso mesmo que eu queria!
Ou, num ponto de vista mais, ou bem mais realista,
queria me enfiar numa faculdade de direito, nem que fosse mesmo como meu pai diz, pra esquivar-me dos meus estudos que me leva a esse meu futuro tão bem pensado por outros, e até por eu mesma, da mesma maneira!
Quero sentar na grama e observar os tão odiados casais felizes, e comprar chiclete de pacotinho, comprar mais livros do que eu tenha tempo de ler, e como sempre voltar pra casa sem dinheiro, e com meus amigos.
Quero mesmo é ao menos saber o que eu vou fazer.
Por que não saber é pior que saber que nada farei da minha vida.
E que eu serei eternamente meu objeto de críticas.
Quero tanto.. meus dias livres pros meus livros
Mas sei que não sou capaz nem de nada fazer.
Nem que eu gaste meu tempo espezinhando-me com as minha indagações e queixas sobre as minhas escolhas, ou a ausência delas.
No final das contas:
Definitivamente,não sei o que vou fazer da minha vida!
Mas se nada acontecer,
Se eu continuar faltando ballet,
Se eu continuar nesse impasse,
Ao menos eu sei que estarei na estréia de Lua Nova em dezembro, ou janeiro do ano que vem!
com boné e tudo mais.

Em algum momento da minha vida
devo sair desse pânico e conseguir escutar alguma coisa
pois, nesse momento não estou capacitada nem de discernir
se é barulho demais na minha cabeça, que me desespera
ou se é o silêncio.

E que esse barulho, ou esse silêncio parem de me atormentar e que me permitam ler com mais tranquilidadeos livros que tanto sem suprido a falta de tantas outras coisas!

Ao menos a felicidade não se afasta de mim,
e me permite curtir essa minha loucura com um sorriso gostoso de quem anda mesmo fazendo é curtindo a vida.




"Quando a vida lhe oferece um sonho que vai muito além de todas as suas expectativas, é irracional se lamentar quando isso chega ao fim."





Vou sentir tanta saudade de ouvir música clássica antes do filme começar e, esperar até que todos aqueles nomes desapareçam com aquela música de final de filme, de despedida.
E de sentar na escada quando todos já tiverem ido, e aplaudir, ao lado da minha companheira de série..
Um filme que deixa saudade
e lembranças
no cinema, e de boné rs.
ao menos não vou me lamentar por não ter ido, tantas vezes quanto pude.

Deus é como a cachoeira que eu fui ontem,
de longe, você já o sente, mas brandamente, e em algum momento você pensa que é suficiente, mesmo à distância..
à medida que você se aproxima, vocêsente a força das águas a força do vento, e é tão forte, é tão intenso que emociona, você fica tão vidrado que nem os seus costumes te permitem mudar o ângulo por alguns minutos , e deixar de apreciar tamanha perfeição.

Deus é sim, tão grande
As lágrimas continuam a manchar o rosto da menina de cabelos negros, que não sei de onde, mas me lembro dela de algum lugar, fato interessante é que ela sorri tanto, acho que é aí que ela se esconde, nesse sorriso. Nunca consegui enxergá-la, é verdade, nunca mesmo! Sempre que olho pra ela, enxergo apenas os cabelos negros e aquelas suas manchas no rosto, que devem persegui-la ou, sabe-lá, menina esquisita!
Acho mesmo que as lágrimas traçam o seu caminho no rosto da menina, que tem seu rosto marcado pela trajetória de suas próprias lágrimas. Devia mesmo é não chorar, e se esconder pra sempre em seu sorriso ou em seu "cárcere-privado-aberto" que acabou de se transformar em seu próprio "lar'.

Dramatizando algum momento da vida alheia.

O Toller que nos Tollerou


O Toller nos tollerou mesmo! Almoçou com a gente na mesa vermelha, redonda com vista para as montanhas, tirou fotos, fotos e mais fotos com a gente , e ainda por cima, nos abrigou em sua própria casa, nos alimentou e nos levou para ver o primeiro e mais lindo musical da minha vida, nos levou para a Lagoinha, e juro, que nos níveis médio e baixo, a avaliação geral para a dança dele foi altíssima. O Toller que nos tollerou nos deu amendoim com casca de chocolate e chocolate com rum, comprou no mercadinho perto da casa dele, um pão de queijo delicioso. Sobre pão de queijo, também dividimos os pães de queijo torrados, com guaraná que compramos com o vale- lanche que ele nos deu de presente. E no outro dia, almoçamos com a galera maravilhosa do CTMDT, na casa do Toller que na minha cabeça era uma república super pequena e bagunçada de homens. Melhor mesmo foi rir pra caramba da mulher que não nos permitia tirar os olhos do nosso irmão, com sotaque pernambucano, e da galera dormindo enquanto eram recitados Salmos com uma voz melódica, e como sempre,o Toller nos salvando para ir pro céu com a consciência limpa . e o Toller nos tollerou, e eu imagino que ele ganhou várias pedrinhas de diamante em sua coroa. porque Deus sabe que não é fácil aguentar nossas discussões, nosso ciúme, e nosso amor exagerado. Por que acima de mim, só Deus, o Toller e avião, porque o Toller tá no avião. obs: Nunca digam que o Toller é garçom de luxo! Ele é comissário de bordo. valeu, Toller


Aquarelando os passos, os meus passos...
Legal mesmo ter mais gente aquarelando..
eu gosto mesmo é de batata frita

ou melhor, eu gosto mesmo é de batata frita, música bonita, e beijo na boca.
E daquele som do sax que mais parece com o barulho romantizado da cidade grande e toda aquela mistureba de sons que nos envolve em cada nota tocada.O subliminar dos toques, a luz baixa e o início da madrugada
O vestido bonito,e a chuva que cai fazendo tempestade, a dança das gotas e o som do vento. E beijo na boca , ah!.. o beijo na boca, disso sim, eu gosto.
mais o que eu gosto mesmo eh de batata frita musik bonita e beijo na boca.

clube do choro..
alguma quarta dessas passadas.
diferença igualitária...

uma loucura conjunta para coisas divertidas e impensadas. Uma loucura reprimida, individualmente.Uma loucura bem esquisita, que não precisa de muito para ser loucura.
Uma felicidade bem esquisita que precisa de tão pouco para ser realizada.
E gargalhadas, e muitas gargalhadas!
A divergência de opiniões sobre um mesmo assunto de sempre. A diferença igualitária, nossa! A nossa diferença igualitária.


últimos dias...
As cartas que embaralham-se ao manejar de mãos pouco experientes, misturam-se errôneamente. Ouve-se na sala críticas divertidas à menina sonolenta que lutava contra o sono, pra manter-se alerta ao jogo, que tardava a ganhar ao menos uma partida .Como tantas vezes, por quê aqueles momentos não poderiam ser guardados para serem revividos outrora?
Não haveria mesmo resposta.
Eles se divertiam com a música baixa, com as idéias absurdas,e com essa espectativa e otimismo de descobir o mundo, andar por ele, desvendá-lo. Mas nesse momento, concentravam-se apenas uns nos outros, e nem sabiam que muitas vezes, ainda fariam isso, em um período tão curto de tempo.
A madrugada passava agitadamente, com a euforia extravasada dos três amigos, que tanto apreciavam a presença uníssona dos que ali estavam.
Questionam-se, no seu íntimo como e onde, aquela amizade de pessoas tão diferentes foi formada, e mantêm-se. Como lidam com a divergência constante de idéias e conceitos,e como se unem muito mais com essas diferenças. Uma diferença que os iguala. Uma diferença igualitária.
Passam a madrugada compartilhando sorrisos, bobagens, e essa felicidade que eles esbanjam.
O sono não eles, issopermite que sejam acordados pelo barulho irritante do despertador, e no dia menos aceitável, atrasam-se. O susto, o pânico, pelo horário não honrado. O gelo na barriga , as broncas, as histórias manipuladas.
A vida, com suas emoções essas que eles anseiam, mesmo que sejam assim, tão aflitivas. Pra eles, isso sim, é vida, isso sim é o que eles apreciam .
A noite chega, e aqueles, que, sabe lá por falta do que fazer, vontade de se ver,ou até pelo costume da compania constante, acabam por se encontrar novamente, saem, vão à padaria, voltam, entram em uma brincadeira, se defendem, se unem, e como sempre, planejam vencerem juntos.
Ao tardar da noite, em uma sala iluminada apenas pela claridade transmitida pela luz da televisão, olhares se cruzam, dos casais que ali se encontram, as duas meninas e seus amores, cada um cruzando olhares apaixonados compartilhando sorrisos, carinhos, e susurros, como se o mundo tivesse realmente sido salvo por seus heróis, sabe lá, quais são. E esse sentimento doce de paixão, de cumplicidade, as alegra, e as completa.
Não permitem que o sono os prive das conversas ao vento da madrugada silênciosa e dos murmúrios dos insetos que tranquilizam a noite quente.
Mais uma vez, o sol se põe eles caminham, cantam alto demais, irritam-se comem demais, um pouco mais específicamente, a menina sonolenta, come muito, fica enjoada, e come mais ainda. Tomam sorvete, se divertem, ensaiam e, de uma forma ou de outra, brigam!
E os seus pensamentos misturam-se, e confundem-se, ao se verem sem as constantes proteções ofensivas uns dos outros, e reflexos de nunca mais estarem juntos , nunca mais se entenderem, nunca mais se verem, passam certamente na cabeça deles. E o tudo ao redor perde muito o seu sentido, e os planos tornam-se instáveis e ilógicos. E de repente, vê-se uma diferença separativista tentando roubar todo o contentamento que aquela amizade das duas meninas , e do menino encrenqueiro, se realiza.
Deixam-se levar pela música, dançam seperados, juntos, e ela, a menina, estende a sua mão, para que em, apenas um toque, tudo o que foi dito, pensado cogitado, se vá, tão rapidamente como veio. E a paz torna a cobri-los, com sua assustadora tranquilidade.
Um dia de ausência.
A meia alta, o short azul, e a camiseta que traz consigo um número. Elas estão hiláriamente vestidas para serem animadoras de torcida, Nem elas sabem como aceitaram isso.
Dançam, ouvem gritos, riem e se divertem, mais do que o esperado.
E lá, onde menos esperavam, um lugar lindo, encantador, as convida para estarem novamente lá.
E eu, como narradora dessa história tão pouco detalhada, lhes apresento a melhor parte: A chuva, o sorvete, a árvore da menina sonolenta, a música pra amiga distante, e a praça. Mais, o mais interessante: a chuva:
As gotas batiam em suas peles marcando-os. Suas vozes ecoavam pela pela praça ,e o vento e a chuva, e aquela lavagem emocional, e aquele frio, eles estavam alheios aos pensamentos maldosos dos que não tiveram coragem de apreciar, simplesmente apreciar, a chuva, o vento, os riscos.
E correram, e correram, e coreram.. e gritaram, riram, gargalharam, e amaram aquela chuva forte demais!
Viveram como em um sonho todos aqueles momentos, e o apreciam, sabendo que não voltariam, consolando-se em pensar nos próximos, provavelmente melhores ainda.
Amaram-se, apreciaram-se irresponsavelmente e até sem pensar em dividir esse amor com outros!
Apenas viveram, na prática.
Não só na teoria.
Um beijo aos grandes amigos,
e à amiga distante,
e, também, às tão próximas,
ya-yas, mesmo que não citadas aqui.

De tanto gostar de você, acabo te odiando


odeio a sua forma prepotente de se isolar do mundo
odeio quando vc me ignora
odeio o jeito claro e aberto de vc desejar outras mulheres
odeio esse seu desprendimento.
odeio essa sua liberdade constante
odeio pensar em vc o tempo todo
odeio a minha insignificância pra vc
odeio não ser vista
odeio não ser percebida
odeio que vc não encontre em meus olhos abrigo seguro
odeio odiar tudo isso
odeio saber lidar tão bem com esse amor e mesmo assim odiá-lo tanto
odeio esses seu olhos que até de lonje, me falam tanto
odeio os seus compromissos
odeio a sua responsabilidade
odeio nem ao menos ser odiada por vc
odeio a nossa história
odeio que não tenha tido uma história de verdade
odeio não termos uma música nossa
odeio que vc seja tão bom em td o que faz
odeio que não precise de mim
odeio que esse amor seja tão individual, e não possamos partilhá-lo
odeio saber que não está pensando em mim
odeio esse teu jeito!
odeio que seja tão importante
odeio que não precise de nada pra ser tão encantador
odeio as suas respostas que tão prontamente caem, muitas vezes como uma infalível arma contra mim
odeio como me sinto idiota e sozinha quando vejo, que de ti eu não tenho nada
odeio não conseguir tê-lo
odeio a sua segurança
odeio não ter acesso nenhum à você
odeio ainda esperá-lo
odeio a minha insegurança
odeio não ser amada
odeio tanto..e tanta coisa apenas por amar demais..
apenas por amá-lo demais
um texto sem por quê, nem pra quem..
Mê...
me lembra vc.. te amo..
E aqui estamos nós, cantando mentalmente as nossas músicas um para o outro...
E eu, ouvindo a sua voz rouca cantando melhor, bem melhor que o próprio cantor, com reflexos de uma vida nossa, pairando e nos envolvendo, e até nos sufocando, aqui nesse carro, através de músicas que sem querer falam por nós e por esses corações que de alguma forma ou de outra, tendem a se afastar em algum momento.
Ele pega o papel e lê.
E nós dois aqui, revivendo e aprendendo à lidar com as nossas lembranças.. Ele me fez chorar...
E me carregou em seus braços pela milésima vez, e talvez a última.

Apenas uma história com um fundo musical.
pobres invejosos.


Pobres invejosos que se vangloriam em criticar os que são.
pobres, porque copiam! Mas por que tanta surpresa com essa simples palavra?? Copiam sim.
Copiam, por que olham no espelho, e não veem nada, absolutamente nada, e por verem quem tem, quem é, acabam caindo na sua maior fraqueza: copiar!
E por se acharem tão autênticos, acambam não percebendo, que de tudo, eles invejam!
o seu sapato já não é idéia sua,
o que escreve, já não é idéia sua,
como decora, já não é idéia sua.
Me intriga mesmo, o fato de criticarem tanto o que eles mais invejam. O fato de invejarem, certa ou errada a vida dos outros, simplesmente por não terem feito nada das suas!
Mas por quê imitam as roupas, os modos, os pensamentos, pq se a letra é azul, também transformará a sua em azul?
Pobres invejosos, por que são maldosos, e essa sua maldade os torna míseráveis.. a ponto de terem que se alimentar da sua pópria maldade, se envenenando com seu próprio veneno.
Eles ivadem sem permissão, e descaradamente, se dizem inocentes.
Pobres invejosos, por que são o que copiam, e se copiam, não é seu!

e, hoje, escrevo por puro divertimento,
por saber que a maioria das frases escritas aqui, vão ser copiadas
daqui a pouco, ou muito tempo,
como se eles mesmo não fossem..



mas hj, com vontade, realmente de mudar até de cor preferida,
Só pra mais uma vez,
ser copiada!


absurdamente engraçado tudo isso!


Ana.

Perder.

E aqui estou eu, mais uma vez, engasgando-me com meus próprios defeitos, com as minhas proprias derrotas, com as minhas próprias perdas.
Quando se fala em amor, logo se imagina um casal de mãos dadas na praia, à noite, com as suas pegadas marcadas na areia, como se ela mesma, estivesse lá pra testemunhar aquela cena, iluminada pela lua, que está no máximo a dois metros, apenas dali, e a música, é tão linda, que quando procurada aqui, no mundo real, não é encontrada, simplesmente por jamais ter sido escrita.

Só é uma pena que aqui, não tenha praia, nem uma lua tão próxima , nem uma música jamais escrita. Mas eu, encontrei quem trasformasse esse clima seco, em clima de chuva de manhã, e esse alguém, não só andou comigo, mas me carregou no no colo, o tempo todo.
E nós, andamos de patins, brincamos de skatista, nos tornamos turistas da nossa própria cidade, nos beijamos pra caramba, passamos madrugadas em festa, ouvimos muita música bonita, tomamos açaí demais, fizemos coisas absurdamente loucas. Planejamos uma vida toda, demos nomes aos filhos que teríamos, brincamos de BOPE, ficamos sem dinheiro, ligamos compulsivamente um para o outro, fechamos a cara, prometemos coisas a nós mesmos, mudamos os nossos nomes. Entregamos nossos corações, mentimos pros outros, e pra nós mesmos, até aprendermos a contar com o outro pra tudo, até pras coisas absurdas.
E tudo isso se deu com um papelzinho escrito: "eu só quero te fazer feliz",por um cara decidido a conquistar a garota chata da igreja.Isso foi o príncípio, e um convite pra irmos onde eu quisesse.
E hoje, findou-se essa história de beijos doces, partituras, e juras de amor.
E aí, a vem apenas uma palavra à minha mente: perder...
Pois, quando a gente perde, dói! Mesmo que perda premeditada, como dói.
Estou aqui pra confirmar a teoria dos sociólogos, ao afirmar que essa minha geração tem baixa resistência à frustrações.E odeio perder!
E odeio estar só, mesmo que isso tenha feito falta!
E odeio passar o dia td ouvindo música triste
E odeio isso tudo.
Quando a gente ganha, conquista, vem aquele sentimento de vitória, de paz, de missão cumprida,
Já a perda, frustra, pois é aí que, todos, absolutamente todos os seus erros vêm à tona, e é aí que vc percebe que poderia ter sido bem melhor, que vc poderia ter feito melhor, e que vc poderia ter pensado bem menos em vc.
E aí, as lágrimas começam a tomar seus rumos, e mais uma vez afligir-nos, com todo a sua significância.
O pior de tudo é imaginar-se sem o que foi perdido!
Imaginar, onde está e como está o que foi perdido, sem o seu cuidado.
Faria mais feliz , se estivesse melhor longe de ti?
Ou satisfaria o teu ego, saber que não há felicidade longe de ti?
Juro, que sou tão egoísta que não sei respoder..
Mas, o que eu sinto, é: se já não tenho, se já a mim não pertence, que seja feliz, pois quem perdeu foi eu!
Eu é que mereço sentir isso.
E para os vitorosos, cuidem do que foi conquistado!
Quando se perde, já está perdido! E a culpa é sua.


Pensamentos
meus,
Ana.

Otsu




"Não conseguir passar um dia se quer sem pensar em Musashi já era uma carga pesada demais para Otsu. Mas então, por que não se desfazia desse peso incômodo e não procurava estabelecer-se num lugar tranquilo , não procurava casar-se e constituir família?, logo diria o monge Takuan , o insensível . Otsu era capaz de sentir pena do pobre monge zen budista por ele jamais ter conhecido o amor , mas nunca, nem em sonhos, seria capaz de abrir mão daquilo que sentia nesse exato instante.
O amor era como uma cárie: doía de modo insuportável. Quando absorta em alguma tarefa, Otsu conseguia esquecê-lo e agir normalmente.Mas quando se lembrava, a dor a espicaçava , obrigando-a a vagar a esmo por províncias e estradas desconhecidas em busca de Musashi, sentindo uma vontade louca de enterrar o rosto em seu peito largo e chorar"


Musashi pág. 497


Ando com medo dos meus pensamentos,

e dos meus pontos de vista.

andam livres demais,

e até imprudentes demais.

Melhor não escrever.

Bem melhor não escrever.


p.s: foto tirada no camarim da mostra de dança da escola de ballet.

bjos.


Ignorem-na

Ignorem-na, essa que de sua vida pouco depende;
Ignorem-na, ela que traz em seus passos cansaço;
Ignorem-na, pois agora, assim, ela prefere;
Ignorem-na, pois ela traz consigo um sorriso;
Ignorem-na, ela que traz tanto em seus olhos, mas prefere que não sejam percebidos;
Ignorem-na, ela que saiu de casa por um motivo, e voltou por outro;
Ignorem-na, pois ainda há força nela;
Ignorem-na, pois ela é mais forte do que esses olhares que tendem a não se cruzar com os dela;
Ignorem-na, pois continuam a achar que ela não tem vontade própria;
Ignorem-na, mesmo que todos percam em não percebê-la;
Ignorem-na, ela que acaba de ouvir a sua avó cantar uma música melancólica sobre as lutas de cada dia ;
Ignorem-na, aparentemente há pouco a ser observado nela.
Ignorem-na, só pelo cstume,
Ignorem-na, por ela não submeter-se a qualquer coisa;
Ignorem-na, ela já não precisa ser percebida;
Ignorem a sua força, continuem ignorando, e continuem perdendo.

Ana.

Uma roubadora de livros, e algo sobre o Japão de 1500 e alguma coisa.


Não é sempre que eu tenho a oportunidade incrível, de ler dois livros maravilhosos ao mesmo tempo, até porque não sou uma roubadora de livros, deixo essa função à Liesel, até porque eu não a desempenharia tão bem!
Livro um: A menina que roubava livros.
Esse, sem dúvidas tem me dado uma vontade incrível de ser melhor com os outros, comigo mesma, e de valorizar a vida, o amor, a comida, as pessoas, e acima de tudo, o afeto, a família!
percebe-se a infância, que se impôe a uma menina, a ânsia que essa menina tem em si de ser, ainda uma criança, mesmo com os pesadelos, e esses "outros". Um livro incrível, narrado pela própria morte sobre uma época que ela mesma, estava tão ocupada. Lembrando: a morte, só não é simpática!

Livro dois: Musashi 1.
Fala, sobre a vida de um homem que pretede se tornar um Samurai. Fala sobre um homem, que tem que aprender a controlar sua força. É incrível ler um livro em que vc é um personagem e ao ler, descobre sobre si mesmo! Eu e uma Otsu.. rs. Eu e meus delírios.

Queria saber escrever sobre árvores e raízes!
Mas no momento, estou aprendendo com um tanto de coisas boas que estou lendo, e vendo, e ouvindo!

vontade de assistir Armageddon.
só pra acreditar..


tem uma vidazinha chamada:




Mel, na barriga da minha irmã

Torre de Babel


e a torre de pessoas atrapalhadas?
Torre de Babel..

Eu estava, junto com a minha mãe e a inha irmã, escolhendo o presente que íriamos dar para o meu priminho, e como amo lojas de brinquedo infantil, comecei a procurar brinquedos para o meu futuro sobrinho, só que ainda não sabia que era uma menininha, a Mel,e não encontrei nada. Acabei parando na estante de quebra- cabeças e comecei a escolher entre as imagens, a minha predileta.. tava escolhendo entre os quebra-cabeças de 5 mil peças, e de repente... UaL.. vi aquela imagem da torre de babel, e nunca tinha imaginado a torre de babel assim, por mais que seja apena uma pintura, e talvez não esteja muito próxima da realidade, comecei a refletir sobre a Torre de Babel, ou melhor..
a NOSSA Torre de Babel..

Gn 11:1-9

a nossa Torre de Babel, foi construída através dos seguidores do evangelho, e acabou transformando o evangelho na Torre de Babel.. Ouvimos sobre um Deus descrito por pessoas! Ouvimos sobre leis criadas por pessoas, seguimos essas leis! Ouvimos sobre um Deus que dá, que ama, que cuida, que abençoa, com trocas, apenas com trocas, normalmente financeiras! ouvimos sobre um Deus, que não precisa da nossa excelência! Ouvimos sobre um Deus que está ligado apenas às aparências! Ouvimos sobre um Deus mercenário, esquecendo que Ele é o dono do ouro e da prata! Ouvimos sobre Deus de pessoas corruptas! Ouvimos sobre um Deus, que não prioriza o amor, ma como assim??? Se Deus é amor??
e acabamos por acreditar nisso! Nesse Deus..
e acabamos por acreditar no que escreveram sobre Ele, esquecendo que muito dos que falam Dele , com tanto "conhecimento" são corruptos , discriminadores de raças e sexos, e egocêntricos!

De td retira o que é bom..

Retira o que é bom, até do que dizem ser sagrado!
Deus ,apenas Deus, e seu filho Jesus, são perfeitos.. santos ... e dignos de serem louvados!

mulheres pensantes


Mulheres pensantes...



Essas aí, que fazem tanto mais que viver de migalhas dos outros...
Essas aí, as esquisitas...
Essas aí, que têm conteúdo e consequentemente beleza...
Essas aí, que sabem o que é ter uma vida sua, particular...
Essas aí, as loucas, que não se conformam em basear a sua vida nos serviços domésticos, por pensar que foi pra isso que elas foram feitas.
Essas aí, que são fortes, e mesmo que fracas, essa sua quase peculiaridade, as torna fortes.
Essas aí, que têm o que falar.
Essas aí, que não precisam copiar...
Essas aí, que não dançam no ritmo da música que as difamam...
Essas aí, que com tanto conformismo e comodismo impostos a elas, preferem pensar...
mulheres pensantes...


em homenagem à kamila e Anne Baylor,
por termos conversado sobre isso.
e à todas aquelas que ainda conseguem pensar.

Ana.