Com seus sonhos e suas promessas de mudança.
Que possamos acordar e aproveitar o que o mundo nos oferece.
Que saibamos usar nosso espaço, e nos contentar com o que não é nosso. E perceber, finalmente que esse planeta não é propriedade dos seres-humanos, apenas o lugar que nos foi destinado viver.
Que 2013 aconteça, com suas primaveras e suas flores
Que tenhamos aprendido a viver, para que possamos vivê-lo.
Que 2013 nos ensine, com os traumas, com as consequências.
Que as palavras mudem, e os sonhos tomem rumo. Que os conscientes tenham espaço e rejeitemos os insolentes.
Que 2013 nos mostre que o planeta não aguenta, que ele sente. Somos muitos, ele é só um.
Que aprendamos, o mais rápido possível a sermos fiéis, e mudemos nossos princípios.
Que 2013 alcancemos, pra podermos viver um ano novo, mais um ano. De um planeta novo, com uma vida nova.
Que com 2012 aprendamos. Porque o planeta não está indo embora, está nos expulsando.
Que 2013 sobreviva, pra podermos nos deliciar com os sabores, as sensações as experiências e os cheiros.
Poderíamos mesmo, mudar antes do fim, não arriscar 2013, pode ser que não amanheça. Mas sei que teremos que perder muitos dos nossos pra cuidarmos do solo que nos sustenta.
Os Haitianos são os nossos também, só que pouca gente percebeu. Acho mesmo que ser humano, como diz a J.K implica em perdoar e ser misericordioso, não acho que o ser-humano é muito melhor que uma cobra, ao não avisar toda uma sociedade nos desastres que com tanta tecnologia eram absolutamente previsíveis.
Era mais caro evacuar? A dor custa caro. Bem mais caro que evacuar alguns milhares de pessoas.
Ninguém vai pagar a dor.
E fica a dívida.
Hoje eu tive um sonho ruim. Acordei com a respiração pesada e descompassada, passei várias horas olhando pro nada e pensando no fim.
Em como seria ruim o fim.
Sonhei com um pequeno terremoto, e jatos de luz invadindo a minha casa. Não sei descrever sonhos, eles não fazem muito sentido mesmo.
Mas esse fez, o mundo não estava acabando ainda, mas as catástrofes chegaram ao centro do Brasil. Se sobreviveríamos? Acordei quando as paredes da minha casa estavam rachando com os tremores.
Acho que é melhor morrer sem saber que a morte o esprera. Saber que está saindo de si, saindo daqui é realmente desesperador. O nosso planeta é lindo, somos a espécie que não precisa ser grande, nem forte pra dominar as outras. Nosso cérebro nos torna mais fortes.
Conhecemos as flores, e o sol, e a chuva gelada, os cheiros, os sons, as sensações, os gostos. Vivemos um mundo que não nos cega com a claridade, nem nos atormenta com a escuridão.
Nosso planeta é lindo. E é uma pena que o tenhamos destruído.
Não sei se é mesmo o fim do mundo em 2012, mas não tiro a razão de esse planeta estar nos rejeitando, somos cruéis, frios e ignorantes, exatamente o contrário do que deveríamos ser.
Não sou muito otimista com alguma solução. Eu plantava feijõezinhos quando criança, pra ajudar a natureza se expandir, enquanto o nosso sistema de vida a destruía.
Me entristece muito pensar no fim. Mas o fim é tão relativo. Hoje é o fim pra muita gente, tantos corpos sendo deixados frios e sem vida em tantas partes do planeta. Mas a vida continua, somos a prova disso, uns vão, outros ficam. Pior seria ninguém ficar, ou apenas uma partezinha, é melhor partir sabendo que vai ficar bastante gente, e que o conhecemos vai permanecer.
Sempre soube que este planeta iria nos expulsar qualquer dia. Eu só tinha esperança que ele esperaria mais um pouquinho, às vezes ainda tenho.
E esse post é um pedido bem grande pra que o planeta aguente mais um pouco.
Enquanto isso, eu planto meus feijõezinhos e prometo passar menos tempo no banho, não pegar as folhas das árvores e defender a natureza.
Mesmo que meus feijõezinhos sejam poucos. É assim que se reconstrói, cada um com seu feijãozinho.
Fico bastante triste por me dizerem que não teremos mais tempo, mas pelo menos, vou fazer desse pouco tempo, o melhor da minha vida.
Se esse for o objetivo do susto que estão nos dando, espero que todos tenham percebido.
Porque comigo funcionou.
Espero fazer um post daqui a três anos, sobre o ano que não se deixou destruir pra essa espécie: 2013, o ano que não existiria, o ano do milagre.
A chuva cai lá fora, Graças a Deus.








































